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Você tem alergia?

27 Julho, 2018

As alergias são respostas exageradas do sistema imunitário a uma substância estranha ao organismo. Trata-se de uma resposta anormal e aumentada para combater aquele agente que, para a maioria das pessoas, não constituiria nenhuma ameaça. Existem algumas alergias que são muito raras e outras que são mais comuns do que imaginamos. Talvez nunca tenha parado […]

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As alergias são respostas exageradas do sistema imunitário a uma substância estranha ao organismo. Trata-se de uma resposta anormal e aumentada para combater aquele agente que, para a maioria das pessoas, não constituiria nenhuma ameaça.

Existem algumas alergias que são muito raras e outras que são mais comuns do que imaginamos. Talvez nunca tenha parado para analisar alguns sintomas recorrentes no seu dia-a-dia que podem representar uma manifestação alérgica. O maior perigo é que, caso não seja tratada adequadamente, a alergia tende a se tornar mais prevalente, complexa e agressiva.

 

  1. O que é a alergia?

A alergia é uma reacção do organismo, após contacto com uma substância estranha, que tem uma componente genética. No entanto, só é desencadeada depois da exposição ao elemento alergénico, podendo ocorrer em qualquer idade. Os principais agentes causadores de alergias são:

  • Ácaros e fungos;
  • Picadas de insectos (abelhas e formigas, entre outros);
  • Pelos de animais;
  • Pólens;
  • Alimentos;
  • Medicamentos;
  • Alguns tipos de tecido;
  • Bijuteria;
  • Plantas;
  • Substâncias químicas (maquilhagem, sabonete e perfumes, entre outros).

 

  1. Tipos de alergia

Há diversos tipos de alergia e doenças alérgicas. As mais comuns são as do foro respiratório, dermatológico e alimentar.

  1. a – Alergias respiratórias

Certas doenças alérgicas, como a rinite alérgica e a asma, que se manifestam como doenças inflamatórias crónicas das vias respiratórias, podem ser desencadeadas devido à poluição, contacto com ácaros, poeira ou outros agentes.  

Os sintomas da rinite incluem espirros, comichão no nariz, nariz entupido, olhos vermelhos, comichão nos olhos e lacrimejo. A asma engloba tosse seca, dores no peito e dificuldade em respirar. Estas duas doenças, apesar de serem diferentes, podem aparecer em simultâneo. A rinite causa muito desconforto, enquanto que a asma, dependendo do grau de gravidade, pode limitar significativamente a qualidade de vida do seu portador.

  1. b – Alergias dermatológicas

Para além das alergias às picadas de insectos, existem várias doenças relacionadas com a pele, como a dermatite atópica, dermatite de contacto e urticária. A alergia dermatológica pode surgir em qualquer região da pele, apresentando sintomas como vermelhidão, comichão, manchas e bolas avermelhadas ou brancas.

Em todas as manifestações alérgicas na pele, é importante evitar o contacto com o foco da alergia, que pode abranger bijuteria, diversos metais, produtos de limpeza, desodorizantes, tecidos ou perfumes. De acordo com a gravidade, é necessário consultar um médico especialista para avaliar a melhor forma de controlar a mesma.

  1. Alergias alimentares

Estas alergias são muito comuns, especialmente na infância, quando é mais fácil proceder ao seu diagnóstico. As estimativas apontam que cerca de 220 a 520 milhões de pessoas no mundo apresentam alergia a alguma comida, sendo que 90% das reacções são causadas pelos seguintes alimentos: ovo, peixe, crustáceos, amendoim, leite, soja, trigo e frutos secos.

É necessário diferenciar alergia da intolerância alimentar. A primeira é bastante comum, ocorrendo quando algum componente alimentar não é metabolizado correctamente. Por outro lado, a alergia constitui um problema mais grave, pois envolve o sistema imunitário, pelo que o organismo reconhece o alimento como um agente patogénico e cria anticorpos contra o mesmo, gerando uma resposta imunitária imediata. Os sintomas deste problema apresentam-se de forma generalizada, sendo mais comum o inchaço nos lábios e língua, comichão intensa na pele e vermelhidão, para além de sintomas gastrointestinais como dores de estômago, vómitos e diarreia. Trata-se de uma condição muito grave que pode levar a um choque anafiláctico, na ausência de suporte médico de emergência.

 

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  1. Porque existem tantos casos de alergia?

Nas últimas décadas, a prevalência das alergias aumentou consideravelmente. Uma explicação possível para este facto são as mudanças climatéricas a nível mundial, com temperaturas mais elevadas e alterações na humidade do ar, como também a maior conscientização e práticas de higiene pessoal adquiridas pela sociedade em geral, para além da industrialização, que introduz a cada dia novos compostos químicos nos produtos de higiene, cosmética e processamento de alimentos.

A utilização indiscriminada de remédios, principalmente para a azia e dores de estômago, representa um factor de risco para o aparecimento de alergias, uma vez que reduz a capacidade digestiva do organismo. Para além disso, quando a amamentação, que é considerada um factor protector de alergias, não ocorre ou é interrompida precocemente, a criança tem uma maior predisposição para desenvolver alergias no futuro.

 

  1. Como posso saber se tenho alergia?

A alergia tem uma componente hereditária, razão pela qual os filhos de pais alérgicos têm uma probabilidade maior de apresentarem alergia em comparação com os filhos de pais não alérgicos. Porém, se desconhece a existência de alergia ou nunca reparou nas possíveis reacções alérgicas dos seus pais, observe os pequenos sintomas característicos das manifestações deste foro, como as crises de espirro, nariz entupido, uma tosse que nunca acaba e comichão nos olhos e nariz.

Para um diagnóstico preciso referente às alergias, é necessário consultar um médico especialista que irá solicitar alguns exames e testes, que possibilitam a identificação das substâncias específicas que causam alergia, como os pelos de animais, pólen, ácaros, picadas de abelha e até certos alimentos. Desta forma, o profissional de saúde poderá determinar exactamente qual a sua alergia e o grau de gravidade da mesma.

 

  1. Conviver com as alergias no seu dia-a-dia

Apesar de algumas alergias implicarem o consumo de medicamentos, uma percentagem significativa das suas manifestações pode ser reduzida através de mudanças no estilo de vida e alimentação.

Em primeiro lugar, procure evitar expor-se desnecessariamente às substâncias alergénicas, como o pólen, pelos de animais e objectos que acumulam pó (ursos de peluche, cortinas e tapetes, entre outros). Quando realizar a limpeza da casa, não utilize vassoura e espanador, preferindo sempre panos húmidos apenas com água para retirar a sujidade dos móveis e do chão.

Em segundo lugar, adopte hábitos de vida saudáveis. Tente conciliar melhor a sua saúde com o seu trabalho, procure realizar uma actividade física que lhe dê prazer e invista na qualidade do seu sono. Assim, irá conseguir reduzir os seus níveis de stress, que muito intensificam os quadros alérgicos.

Por fim, não descuide da sua alimentação e opte por produtos naturais em vez de processados. Dê preferência aos alimentos ricos em vitamina C, como o limão  e o ômega 3, que também se encontram na forma de suplemento. Os probióticos são igualmente eficazes no caso de alergias, assim como a cúrcuma ou açafrão da terra, o gengibre e o alho.

 

E você, tem alguma alergia? Gostou das nossas dicas para conviver melhor com esta reacção espontânea do seu organismo? Se sim, não deixe de compartilhar este artigo com os seus amigos!

 

 

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